A partir de 15 anos · Presencial e online
Psicoterapia
Terapia cognitivo-comportamental e terapias comportamentais contextuais, para quando existe algo que se repete — e você já percebeu que entender a explicação não é suficiente para mudar.
A abordagem
Comportamento tem função. Encontrar essa função é metade do trabalho.
A pergunta que orienta a terapia comportamental não é "por que você é assim". É em que situações isso acontece, o que vem antes e o que vem depois.
Parece uma diferença sutil, mas muda tudo. Uma pessoa que evita conversas difíceis não faz isso por um traço fixo de personalidade — faz porque, em algum momento, evitar reduziu um desconforto imediato. O padrão se manteve porque funcionou a curto prazo, mesmo cobrando caro a longo prazo. É esse mecanismo que a gente investiga junto, no seu caso concreto.
Trabalho com terapia cognitivo-comportamental e, dentro desse campo, com as chamadas terapias comportamentais contextuais — em especial a Terapia de Aceitação e Compromisso, área da minha pós-graduação, e a análise do comportamento aplicada à clínica. Minha outra pós-graduação é em Práticas Baseadas em Evidências, o que na prática significa que eu escolho a intervenção pelo que a pesquisa mostra funcionar para aquele tipo de demanda — não pelo que é mais familiar para mim.
Três coisas que caracterizam esse trabalho
Não é só sobre reduzir o desconforto
Perseguir apenas o alívio costuma estreitar a vida — a pessoa fica bem porque parou de fazer as coisas que a expunham. O trabalho aqui se orienta pelo que é importante para você, e às vezes o caminho até lá passa por algum desconforto.
A relação terapêutica é instrumento, não cenário
O que acontece entre nós dois na sessão frequentemente é uma amostra do que acontece com você lá fora. Olhar para isso ao vivo, no momento em que acontece, produz mudança de um jeito que nenhum relato sobre a semana passada produz.
Você entende o método
Eu explico por que estamos fazendo o que estamos fazendo. Terapia não é técnica secreta, e a clareza sobre o processo faz parte do tratamento — inclusive para você poder discordar e a gente recalibrar.
Para quem
Quem costuma me procurar
Atendo adolescentes a partir de 15 anos, adultos e idosos, em demandas individuais.
Pessoas que já tentaram sozinhas
Leram, pesquisaram, entenderam a explicação — e descobriram que compreender o padrão não é o mesmo que conseguir sair dele.
Quem convive com algo que se repete
O mesmo tipo de relação, o mesmo travamento na carreira, a mesma reação que depois vem acompanhada de arrependimento.
Quem já tem acompanhamento médico
Pessoas em tratamento psiquiátrico que buscam a psicoterapia como parte do cuidado, com articulação entre os profissionais quando há autorização.
Adolescentes a partir de 15 anos
Com o cuidado específico que essa fase pede: espaço próprio, sigilo respeitado e participação da família no que for necessário e combinado.
Quem passou por avaliação
Pessoas que fizeram avaliação neuropsicológica — comigo ou com outro profissional — e querem transformar aquele mapa em mudança concreta.
Quem quer método, não conselho
Se você procura alguém que diga o que fazer, provavelmente não sou eu. Se procura entender como o seu comportamento funciona para poder decidir melhor, aí sim.
A primeira sessão
Você não precisa preparar nada
É comum chegar achando que precisa ter as ideias organizadas, saber nomear o que sente ou explicar direito o problema. Não precisa. Nada disso.
A primeira sessão é um encontro para você contar, do seu jeito e no seu tempo, o que te trouxe até aqui. Eu vou fazendo perguntas que ajudam a organizar. Ao final, conversamos sobre o que faria sentido trabalhar e como seguiríamos.
Não há teste, não há questionário e não há compromisso de continuar. Se ao fim da primeira sessão você concluir que não é comigo, isso é uma informação legítima — e eu posso te indicar colegas.
Atendimento online
Terapia por videochamada, para todo o Brasil
Realizado conforme a Resolução CFP nº 11/2018, em plataforma com conexão criptografada e com o mesmo sigilo do atendimento presencial. As sessões não são gravadas.
Você precisa de três coisas: internet estável, fone de ouvido e um lugar reservado onde ninguém entre durante os 50 minutos. O terceiro item é o que mais faz diferença no resultado — e o mais fácil de subestimar.
Perguntas frequentes
O que perguntam antes de marcar
Com que frequência são as sessões?
Semanais, de 50 minutos. Essa frequência é o padrão porque dá continuidade ao trabalho sem que cada encontro precise recomeçar do zero. Em momentos específicos do processo, a frequência pode ser revista em conjunto.
Quanto tempo dura o processo?
Não existe resposta única, e desconfie de quem der uma — a duração depende da demanda, do contexto de vida e do próprio andamento do trabalho.
O que existe é transparência: revisamos periodicamente o que está sendo trabalhado e o que já mudou, para que continuar seja sempre uma decisão informada. Inclusive a decisão de encerrar, que também é feita junto.
Qual é o valor da sessão?
Informo valores e condições de pagamento diretamente na conversa, pelo WhatsApp ou na primeira consulta. O Código de Ética Profissional do Psicólogo orienta que o preço não seja usado como argumento de divulgação, e eu sigo essa orientação. Pode perguntar sem constrangimento.
Você atende por convênio?
O atendimento é particular. Emito recibo com meus dados e registro profissional para solicitação de reembolso ao plano de saúde. Vale consultar o seu qual é o percentual coberto e quantas sessões por mês estão incluídas.
Terapia online funciona tanto quanto presencial?
A literatura científica mostra resultados equivalentes ao presencial para a maior parte das demandas em terapias cognitivo-comportamentais. O que mais influencia não é a tela: é a regularidade das sessões e a qualidade do ambiente de onde você se conecta. Existem situações específicas em que o presencial é mais indicado, e eu te digo isso com clareza se for o seu caso.
E se eu precisar cancelar uma sessão?
Cancelamentos avisados com no mínimo 24 horas de antecedência são remarcados sem cobrança. Dentro desse prazo, a sessão é considerada realizada — o horário fica reservado para você e não é possível oferecê-lo a outra pessoa em cima da hora.
O que eu falo fica em sigilo?
Sim. O sigilo profissional é previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo e é a base do trabalho. As exceções são estritas e definidas em lei — risco à vida e determinação judicial — e você seria informado caso alguma se aplicasse. No atendimento de adolescentes, o sigilo é igualmente respeitado, com os limites conversados de forma clara com o adolescente e com a família no início do processo.
Não precisa saber explicar direito
"Não sei bem o que está acontecendo, mas não está bom" é um começo perfeitamente válido. Me manda uma mensagem.